O que começou com descrença por parte das marcas, vem se fortalecendo cada vez mais.  As redes sociais estão se tornando um excelente canal de vendas para o varejo.  Lembra de algumas frases que eram verdade até um dia desses? Nas redes sociais não se pode vender, é para se relacionar.  Não venda, converse.  Pois é, isso está mudando.  As pessoas estão usando suas redes sociais não só mais para pesquisar, consultar ou se informar antes de consumir um produto ou uma marca, elas estão dispostas a comprar.

O que mudou?

Com a mudança do e-commerce para o conceito de “mobile first” ou seja, o dispositivo móvel em primeiro lugar, e tecnologias como inteligência artificial, realidade aumentada e realidade virtual, as empresas passaram a poder usar dados e funcionalidades das redes sociais para se conectar com os consumidores de uma forma mais personalizada.

E com o fracasso das promoções ostensivas e botões de compre agora, ficou claro que as marcas precisavam evoluir para entregar um conteúdo dentro do contexto das redes sociais para que as pessoas pudessem ser inspiradas a comprar.

O site Chain Store Age publicou uma lista com 5 tendências  que podem fortalecer o varejo social.

1. Redes sociais se tornando um carrinho de compras:  As pessoas não estão mais apenas navegando e conversando nas redes sociais, elas estão usando as redes sociais como seu carrinho de compras e lista de desejos.  Seja no Pinterest, Facebook ou ate mesmo no Google, as pessoas podem encontrar, categorizar e salvar vários itens (produtos e ou serviço) que queiram comprar.  E até que alguém que salvou alguns produtos de seu interesse decida comprá-los, as marcas têm a oportunidade de aumentar esta lista de desejos de cada um e aumentar duas vendas.

2. Redes sociais como um assistente pessoal de compras: As pessoas estão mais acostumadas a usar mensagens de texto como forma de se comunicar todos os dias.  Esse hábito criou uma ótima oportunidade para que as marcas se conectem com elas através de ChatBots, por exemplo. Já falei sobre isso nesta postagem > http://fredalecrim.com.br/2016/12/21/e-virtual-mas-se-for-bom-o-cliente-ate-prefere/

Aplicativos como o facebook messenger, por exemplo, fornecem acesso direto aos estoques das marcas, como também podem se integrar a sistemas de pagamento facilitando o processo de compra dos Clientes.  Um ótimo exemplo disso foi o movimento da Estée Lauder no Natal do ano passado.

Olha aqui > http://fredalecrim.com.br/2016/12/17/inteligencia-artificial-no-varejo/

Além de levar mais conveniência para seus Clientes, essas ferramentas permitem que as marcas analisem o comportamento de compra das pessoas e possam interpretar tendências nas vendas.

3. Redes sociais como uma loja: As redes sociais não estão competindo apenas com as grandes do varejo online como Amazon e eBay, mas também com as lojas físicas.  É muito importante que as marcas continuem cuidando muito bem de sua imagem, para isso é importante não confundir proximidade com intrusão.  As pessoas começam a comprar nas redes sociais, mas isso não quer dizer que as marcas podem fazer o que quiserem e do jeito que quiserem.    Ninguém gosta de marcas que atuam exageradamente em suas ofertas, sem respeitar a privacidade das pessoas.  A Realidade virtual e Realidade aumentada podem ajudar muito nesse aspecto, se bem utilizados.

Um bom exemplo eu coloquei nesta postagem > http://fredalecrim.com.br/2016/12/27/realidade-aumentada-para-vender-moveis-e-decoracao/

4. Redes sociais integrando os canais on e offline: Com a possibilidade de ter anúncios mostrando preços e disponibilidade de produtos em tempo real e a integração com ferramentas de geolocalização, as redes sociais poderão quantificar as visitas das pessoas às lojas físicas e a conversão em vendas de anuncios feitos no Pinterest e Facebook.

Outros aplicativos como Waze e instagram estão ajudando a mostrar os caminhos do Cliente até a efetivação de uma compra.  Há também a utilização de códigos de desconto e cupons digitais utilizados pelas marcas para fornecer descontos nas lojas.

5. Redes sociais como inteligência Redes sociais funcionando como auxilio na jornada de compras dos Clientes em lojas físicas.  Essa é a grande mudança.  É possível, por exemplo, que uma marca use um aplicativo que integra dados do Snapchat, Uber, WeChat, Pinterest, Twitter e Apple para saber os diferentes lugares que seus Clientes param, olham, pesquisam enquanto compram.

O valor dos dados fornecidos pelas redes sociais, no que se refere à localização, à hora do dia e aos pontos de interesse das pessoas, dará aos varejistas a possibilidade de terem uma visão 360 graus dos seus Clientes e assim, evoluirem para uma experiência de compra vez cada melhor para seus Clientes, através do omnichannel com a ajuda das redes sociais.

Resumindo:  Na minha opinião o varejo está migrando para ser apenas uma coisa.  Não vai ser Multicanal, vai ser Canal apenas.  O Cliente não enxerga online e offline, ele enxerga a marca.  E aquelas que conseguirem integrar todos esses canais de uma forma que os Clientes possam facilmente navegar entre eles, de uma forma fluida e orgânica, vencerão esse “jogo” e marcarão vários Gols na busca de mais e melhores vendas.  Existem pesquisas que mostram que os Clientes que usam vários canais de uma marca para compra, compram mais.

 

fonte: http://www.chainstoreage.com/article/five-reasons-social-retailing-will-explode-01